O que é o osteossarcoma?
O osteossarcoma é um tipo de câncer que se forma nas células responsáveis por produzir os ossos. É o câncer ósseo primário mais comum, ou seja, que se origina diretamente no osso (diferente de outros cânceres que se espalham para o osso a partir de outro órgão). Ele costuma aparecer nos ossos longos dos braços e das pernas — principalmente perto dos joelhos e dos ombros — mas, em teoria, pode surgir em qualquer osso do corpo.
Quem é mais afetado?
Diferente do que muita gente imagina, o osteossarcoma não é uma doença típica de idosos. Ele atinge principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens, justamente na fase de crescimento acelerado dos ossos. A idade média do diagnóstico fica em torno dos 15 anos, e mais de 3 em cada 4 casos ocorrem em pessoas com menos de 25 anos. Ainda assim, pode surgir, com menos frequência, em crianças pequenas e em adultos mais velhos.
Quais são os sintomas?
Os primeiros sinais costumam ser sutis e, por isso, às vezes são confundidos com dores de crescimento ou lesões esportivas. Vale ficar atento a:
- Dor óssea ou articular que não melhora ou piora com o tempo, especialmente à noite ou durante atividade física;
- Inchaço ou uma "bolinha" perceptível próxima ao osso afetado;
- Limitação de movimento na articulação próxima;
- Fraturas que acontecem sem uma causa aparente ou com um impacto muito pequeno.
Se esses sintomas persistirem por mais de duas semanas, principalmente em crianças e adolescentes, é importante procurar avaliação médica.
Por que o osteossarcoma acontece?
A causa exata ainda não é totalmente conhecida. Sabe-se que ele surge quando ocorrem mutações no DNA das células ósseas, fazendo com que se multipliquem de forma descontrolada. Alguns fatores podem aumentar o risco, como:
- Síndromes genéticas hereditárias, como a síndrome de Li-Fraumeni;
- Doenças ósseas prévias, como a doença de Paget;
- Exposição anterior à radioterapia ou a determinados tipos de quimioterapia.
É importante destacar que, na maioria dos casos, não há como prevenir o osteossarcoma — ele não está ligado a hábitos de vida.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa com exame físico e histórico do paciente, seguido de exames de imagem, como raio-X, ressonância magnética e tomografia computadorizada. A confirmação, porém, só acontece com uma biópsia, que analisa uma amostra do tecido. Se o câncer for confirmado, exames adicionais (como cintilografia óssea ou PET-CT) ajudam a verificar se ele se espalhou para outras partes do corpo.
Como é o tratamento?
O tratamento do osteossarcoma costuma combinar quimioterapia e cirurgia. A quimioterapia é usada antes da cirurgia, para reduzir o tumor, e depois, para eliminar células cancerígenas remanescentes. Já a cirurgia tem como objetivo remover o tumor por completo — sempre que possível, com técnicas de preservação do membro (usando próteses ou enxertos ósseos), evitando a amputação. A radioterapia é utilizada em situações mais específicas, quando a cirurgia não é viável.
Graças aos avanços da medicina nas últimas décadas, o prognóstico melhorou bastante, especialmente quando o diagnóstico é feito cedo e o tumor ainda não se espalhou. Por isso, o acompanhamento médico contínuo é essencial, inclusive após o fim do tratamento.
Conclusão
O osteossarcoma é uma doença séria, mas o conhecimento sobre seus sinais pode fazer toda a diferença. Dor óssea persistente, inchaço incomum ou fraturas sem explicação nunca devem ser ignorados, principalmente em crianças e jovens. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de um tratamento bem-sucedido.
Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento com um profissional de saúde qualificado.
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