Osteoporose e Coluna: Como Prevenir Fraturas Vertebrais e O Que Fazer Se Elas Ocorrerem
O que é osteoporose
A osteoporose é uma doença metabólica óssea caracterizada pela redução da massa óssea e deterioração da arquitetura do osso, aumentando a fragilidade e o risco de fraturas. É chamada de "doença silenciosa" porque não causa sintomas até que uma fratura ocorra.
Por que a coluna é tão vulnerável
As vértebras são compostas predominantemente por osso trabecular (esponjoso), que é mais sensível à perda de densidade óssea. Com a osteoporose, as trabéculas internas das vértebras se tornam finas e frágeis, predispondo ao colapso por compressão.
Sinais de alerta de fratura vertebral
- Dor nas costas súbita e intensa após esforço leve, tosse ou movimento brusco;
- Perda de altura progressiva (encurtamento da estatura);
- Cifose (corcunda) na região dorsal;
- Dor crônica nas costas que piora com movimentação.
Prevenção: como proteger suas vértebras
Alimentação rica em cálcio e vitamina D: leites, queijos, verduras de folhas escuras, peixes gordurosos e exposição solar moderada.
Atividade física regular: caminhada, musculação leve e exercícios de equilíbrio fortalecem ossos e reduzem quedas.
Evitar tabaco e álcool excessivo: ambos aceleram a perda óssea.
Densitometria óssea: mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70 devem fazer o exame de rastreamento. Pessoas com fatores de risco devem começar antes.
Tratamento medicamentoso
Bifosfonatos, denosumabe, teriparatida e outros anabolizantes ósseos são medicamentos que aumentam a densidade mineral óssea e reduzem o risco de novas fraturas em até 70%. O tratamento deve ser supervisionado por reumatologista ou endocrinologista.
Se a fratura já ocorreu: o que fazer
Fraturas vertebrais por osteoporose não devem ser negligenciadas. Além de analgésicos e repouso, procedimentos como a vertebroplastia e a cifoplastia podem estabilizar a vértebra fraturada, aliviando a dor em poucas horas e prevenindo colapsos adicionais.
Qualidade de vida após a fratura
Com tratamento adequado — farmacológico, fisioterápico e, quando necessário, procedimentos minimamente invasivos — o paciente pode retornar às atividades diárias, reduzir drasticamente o risco de novas fraturas e manter sua independência funcional.
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